2016

O que haveria da consciência de mim no começo das coisas?

    Joseph Campbell, em "O Poder do Mito", afirmava que o papel do artista na contemporaneidade é justamente o de substituir o xamã das tribos primitivas. Ou seja, ele deve exercer muito mais do que um papel meramente estético, ele precisa estar a serviço do coletivo, já que é a Fonte Universal a sua matéria-prima. O Artista-xamã é apenas um canal. Nada que cria ou faz a ele pertence no sentido estrito do termo.
    Nesta perspectiva, a Arteterapia precisa servir para buscar justamente esta abertura de canal em cada ser humano, não o tornando necessariamente um xamã, é claro, mas apontando mais do que um caminho para a resolução de um problema específico, um nova perspectiva mais profunda e conectada com a sua própria natureza.

Enquanto houver pessoas comendo carne, haverá Guerra.

O uso das energias fósseis traz à tona...


                                                                                                         


























































































































































































































































































































































































































































                                                                                                                     as energias fósseis!

Na maioria das vezes,
quando não há nada para escrever
é porque a vida foi tão intensa
que escapou dos dedos!




Em Big River para ser Puta.

                                                                                     a
                                                                                   i
                                                                                 c
                                                                               n
                                                                             ê
                                                                           u
                                                                        q
                                                                      e
                                                                    r
Tudo é uma questão de aumentar a F

Somos máquinas,
construindo máquinas

Somos máquinas
construídas por outras máquinas,
construídas por outras máquinas,
construídas por outras máquinas,
construídas por outras máquinas,
construídas por outras máquinas,
construídas por outras máquinas,
construídas por outras máquinas,
construídas por outras máquinas,
construídas por outras máquinas...

E as falhas em nossos sistemas
São nossos nanoinstantes de transcendência.









mEUS sANTOS sÃO eXTRATERRESTRES.


       Repensando o dito, eu diria que “os piores cegos são aqueles que não querem ver e também aqueles que acham que podem ver tudo!”. De fato, a cegueira é algo bastante relativo. Do mesmo modo que a visão. O meu mundo se constitui pelo que eu vejo (e não vejo) assim como o universo do outro se constitui por aquilo que ele vê (e não vê). Há aqueles que possuem um olhar panorâmico e aqueles que enxergam apenas um palmo além do seu nariz. Há aqueles que veem em plongé e outros em contra-plongé. Aqueles que buscam enxergar a partir da perspectiva do Outro e aqueles que miram apenas o próprio umbigo. Há aqueles que veem a vida pela TV e aqueles que a veem a partir das ruas, das cidades, dos Estados, do Mundo. 
   Eu particularmente, do meu ponto de vista (que é limitado/condicionado pela minha história, minha formação, minha condição social, meu gênero, minha geografia...), vejo um cenário complexo de difícil compreensão na atual conjuntura brasileira. Nada me parece óbvio como se estivesse explícito diante de mim e que necessitasse apenas de um ajuste de foco para materializar “a imagem do real”. Ao contrário, as geometrias são irregulares e disformes, como uma pintura do Pollock. Entretanto, para que a realidade não se torne obtusa demais, vamos criando pontos nessa tela brasileira e, na medida que nossos olhos captam e decodificam a luz, vamos traçando novas geometrias com novas cores.
        Sem dúvida, como você bem disse, a nossa bandeira é verde, amarela, azul e branca. O verde simboliza as matas (que vêm sido depredadas e destruídas em nome do capital em detrimento da população indígena); o amarelo simboliza as riquezas do país (que há muito tempo têm saído para fora dele e que, as que aqui estão, se mantêm na mão de poucos); o azul representa o céu e os rios brasileiros (ambos intoxicados pela poluição das indústrias e [sa]marcadas pela mineração irresponsável); e finalmente o branco que significa o desejo pela Paz (que atualmente parece estar em um nível utópico). 
       E também concordo com o fato de necessitarmos de cuidado e atenção ao decodificar as coisas e não sermos porta-vozes de pessoas com interesses partidários. A não ser que esses interesses nos representem, é claro. E a questão é justamente essa: o que nos representa? E ainda mais: que “nós” é esse ao qual estamos fazendo referência?! O que a bandeira representa já sabemos. Isso, sim, é óbvio! Além das suas cores, suas estrelas também simbolizam cada Estado e cada Estado, a priori, deveria representar toda a sua população. Porém, o que os meus olhos viram e decodificaram, por exemplo, na votação do Impeachment foi uma sequência infindável de representações particulares. Políticos que – por natureza de sua posição – deveriam sustentar uma visão altruísta, sem nenhuma parcimônia numa mise-en-scène circense, dedicaram seus votos às suas famílias e aos seus círculos mais próximos. 
       O que os meus olhos viram e os meus ouvidos escutaram foi a divulgação de que o Presidente da Câmara possuía uma conta bilionária na Suíça e que julgou a então Presidente que não havia sido indiciada em nada e que foi eleita democraticamente. O que os meus sentidos captaram foi que as “pedaladas fiscais” não se constituíam como crime e que seu uso como argumento era, portanto, ilegítimo; o que tenho captado por agora é que a perigosa interferência (infra?)vermelha nas cores da bandeira do Brasil não é a petista, mas a estadunidense que – segundo o que registraram minhas retinas – já havia grampeado desaforada e ilegalmente ligações da nossa Presidente há pouco tempo e que, segundo o Wikileaks, já havia escalado o nosso atual e temerário presidente como informante!
       Enfim, mesmo com todas essas captações visuais e auditivas, confesso, que ainda assim me sinto um pouco cego! Minha esperança é que minha cegueira, ao contrário da de Tirésias, não profetize trágicos augúrios! 

        Ao que tudo indica, a questão do Mióbio no Brasil é uma espécie de revival da exportação do Pau Brasil para Além Mar! Pelo visto o que parecia ser um Gigante acordando, não passava de um Gigante Sonâmbulo! 
       A questão é: como acordá-lo sem gritos? Disseram-me que não podemos gritar quando alguém está em estado sonambúlico sob pena de matá-lo! 
      Que tal se começarmos a sussurrar no ouvido do Brasil "acorda, acorda, acorda, acorda, acorda, acorda, acorda, acorda, acorda, acorda, acorda, acorda, acorda, acorda..." Ele não reaja?!!
      O meu medo é que Ele entenda: "a corda, a corda, a corda, a corda..."! 
       Tentemos!!!

       Há forças completamente distintas em jogo hoje no Brasil e no Mundo. As mais perigosas são as forças coletivas encabeçadas por mentes cuja lógica pertence ao radicalismo conservador. E o que não pertence a esse paradigma é extirpado, sem mais delongas. 
      O momento é de turbulência e não podemos deixar de acreditar na Democracia, no Respeito à Diferença. Lutamos tanto para conquistar um relativo equilíbrio. Avançamos cientificamente a ponto de percebermos que todos temos a mesma origem e o conceito de raça é apenas para embelezar o mundo com diferentes tons e formas de humanidade e não para travar batalhas e apartheidizar. A ponto de identificarmos que a diferença entre o homem e a mulher é apenas uma questão de mutação de cromossomos. 
       Já não nos é possível mais conceber um Deus antropomórfico que vela por todos em seu Trono Celestial quando inúmeros universos foram descobertos e quando o nosso próprio Sol revela-se como uma estrelinha anã cintilante diante de descomunais Bolas de Fogo. 
            O que é Divino não é propriedade da boca de poucos. A sacralidade, assim como o Pão, a Água e a Terra, é Direito Universal de Todos. Não há povos escolhidos! Não há gêneros nem raças superiores! Somos todos filhos da mesma Energia, viemos da mesma Fonte e voltaremos para o mesmo Mar Cósmico. 
         Aumentemos a nossa frequência! Sejamos felizes e não tenhamos medo. Só assim as Ondas Reacionárias... NÃO PASSARÃO!

       É preciso que saiamos mais fortes desse processo de fragilidade, sob pena de passarmos a imagem de um país caótico. A perspectiva deve ser a do caos dialético que antecede a síntese, necessária para o crescimento de qualquer nação. 
       O Brasil não pode ser frágil diante do seu território, das suas fronteiras, das suas florestas, das suas águas, do seu petróleo... enfim, da sua riqueza. Esse não é o momento em que a nossa Democracia está em xeque. Esse é o momento em que estamos a praticando em sua manifestação mais plena, deixando claro que a arbitrariedade cada vez mais perde terreno para um povo conectado que está sedento por respostas e já está cansado de ser enganado.
       A realidade é uma questão de interpretação e se a ótica é revolucionária ela precisa enxergar as polaridades e apontar para algo maior que as transcenda. Não somos piada! Não somos a casa da mãe Joana (com o perdão a todas as Joanas, belas, recatadas, do lar... ou não)! Não somos presas fáceis ao capital internacional! Não somos cordeiros facilmente manipuláveis diante das grandes potências! Não somos a fina nata do bagaço! Somos um povo em luta! Um Gigante que acorda! Uma potência em turbulência! 
       Meu voto é SIM pelo Brasil, em nome de Deus, dos Ateus, da Deusa, dos deuses, das deusas, dos Santos, das Santas, das Putas, dos Orixás do Candomblé, dos Evangélicos sem Santos, da Família tradicional, homoafetiva, dos índios, dos brancos, dos pretos, dos amarelos... e dos furta-cor, que mudam de tom conforme a Luz que recebem! Paz e Luz a tod@s!

       Não há como pensar em um país sério com políticos que pensam que podem fazer o que quiserem e dizerem as merdas que lhes vierem à cabeça! Se esses indivíduos que aí estão para nos representar fazem desse espaço um antro de embates pessoais, não buscando o respeito e a harmonia entre si, é óbvio que o interesse pela qualidade de vida do povo é nulo. O discurso de Bolsonaro é claro, para ele "as minorias que se explodam". A Plebe só serve como massa escrava para a manutenção do luxo do Reino. Se o sujo-sujeito inventar de insurgir-se, tortura nele! Não é necessário ser um PhD em semântica ou semiótica para perceber as semelhanças entre o seu discurso e o discurso fascista. E o que mais assusta, é claro, não é o indivíduo em si, mas o que ele representa enquanto símbolo de desejos sombrios de uma nação. Se o Jair Falso-Messias Bolsonaro aí está, é porque há muitos que aí o querem. Óbvio! 
       Não sei como seria possível metamorfosear esse ser, talvez hipnose seguida de uma nova encarnação como mulher, negra, pobre e gay! Entretanto, a Revolução agora é Aquariana (galera, estamos entrando em outra Era! Até o mais cético percebe que a mutação já não tem mais volta!) e o processo de transformação também deve ser pelas beiradas, pelos interstícios do discurso, pela mudança de cada um que viraliza o coletivo! Já não é mais tempo de Ditaduras! Já não é mais tempo de Cruzadas! E sim de Paralelas! 
       Aqueles que lutam pelo respeito à diferença, aqueles que lutam por um mundo que seja mais justo para todos porque já sacaram que estamos todos juntos nessa esferinha periférica que se chama Terra, busquem - além das manifestações coletivas que dão força às ruas - a transformação interna. É dessa maneira que aqueles que estão ao nosso lado quase sendo sugados por essa energia escura que se alastra como umA ONDA magnética sejam, ao contrário, atraídos por uma frequência mais fina, mais nobre e mais harmônica. 
       Não devemos impor a ninguém as nossas verdades, mas se quisermos que elas sejam críveis, é preciso que sejamos felizes! Em primeira e em última instância o que nos une A TODOS é a vontade de ser feliz! E - o óbvio ululante - não há como ser feliz fazendo apologia à tortura, do mesmo modo que não é possível encontrar a felicidade seguindo Os Infelizes! Sejamos, então, felicíssimos, pois só assim aqueles que estão em vias de se lobotomizar/bolsotomizar percebam que "há algo de pobre no Reino da Brasilândia!"

PERSONAGEM PEDRA: Hoje lixei uma lâmina. Com só três chispinhas do aço, me aticei todinha. Vontade que deu de romper uma fenda! Desculpa, não estou falando nada com nada. Acho que estou um pouco bêbada com a Água da Bica.
 (Entra a música "Água da Bica")