Acho que sou Esquisofênix!
O que talvez isso seja:
Um depósito de cacarecos...
Um saco para enfiar coisas...
Um espaço para rápidas divagações...
Reflexões sobre reflexões...
Pseudo-furtos de obras da rede...
Raptos de obras de arte...
Rabiscos meus...
Sinapses mentais...
Fragmentos de processos complexos...
Epístolas Apócrifas...
Baboseiras inúteis...
Alteridades invejadas...
Filosofices sem créditos...
Vaticínios escatológicos... :
Um Diário da Noite!
Uma Noitada Diária!
2014
A mãe em Rio Grande dizendo que se não tivesse de mal com a Nira, iria viajar. Convido-a a ir a Pelotas. Elis está lá em casa... Há uma senhora importante sentada perto da porta dos fundos. Eu e mais alguém estamos fugindo de uma mulher. Estamos escondidos em cima de uma casa. Mariah fala debochando que sentiu saudade da Elis quando viajou para a Europa. Sinto um pouco de vergonha.
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terça-feira, 15 de maio de 2012 às 18:41
Hoje foi o meu primeiro dia de pesquisa corporal. Este é um movimento muito importante, pois faz parte de um processo maior de investigação do inconsciente coletivo a partir da corporeidade, juntamente com outros movimentos em outros níveis artísticos.
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Início
Ser artista é uma bênção. Ser o porta-voz das musas da criação é um dom sagrado que merece respeito e admiração. Entretanto, se há alguns séculos esta condição propiciava ao artista a plena vivência da/na Arte, nos dias de hoje, o artista necessita lidar com a contradição transcendência versus sobrevivência, pois as necessidades diárias e cotidianas, as exigências burocráticas para a plasmação de uma obra fazem com que ele se desgaste de uma maneira bastante intensa.
E muito além do desgaste com os enfrentamentos práticos e objetivos da lida cotidiana, o artista precisa lidar com um desafio ainda mais profundo: a arte de conhecer a si mesmo por meio da pesquisa investigativa dos personagens. Tal dinâmica lhe impõe, antes de mais nada, um desnudamento e uma entrega que, em nome da arte, necessária e inevitavelmente o desestabiliza, colocando-o diante da condição sine qua non para a criação: o processo de auto-destruição.
É exatamente nesta perspectiva que o Arteterapeuta pode surgir como um apoio psicológico ao artista, na medida em que atua como uma espécie de ponto de intermediação entre o plano consciente e o inconsciente, propiciando-lhe um mergulho mais seguro nos domínios da inconsciência, não evitando a inexorável destruição/reconstrução, mas propondo-lhe as leituras simbólicas necessárias para lidar pessoal e artisticamente com o material encontrado nas camadas mais profundas da psique.
Compartilho uma reflexão absolutamente importante de Mircea Eliade:
"Não existe heresia monstruosa, orgia infernal, crueldade religiosa, loucura, absurdo ou insanidade mágico-religiosa que não seja ´justificada´ no seu próprio princípio, por uma falsa — porque parcial, incompleta — interpretação de um grandioso simbolismo."
"A minha força está na minha capacidade de aceitar a possibilidade da solidão,a possibilidade de ser ridícul@, a possibilidade de ser odiad@, de ser mal(-)dit@,de ser mal visto e discriminado. Minha força está em aceitar de bom coração a frustração dos outros em relação a mim. Em aceitar de bom grado a minha diminuição na certeza que o porvir é inesperado e as metamorfoses são infinitas."
A arquitetura de um prédio não deve ter por objetivo nem ser funcional nem ser bela, mas sim ser tão funcional a ponto de todo aquele que, ao pôr os pés na obra, sinta-se impelido a caminhar e a observar a Arte de seu interior em seus mínimos detalhes. Há museus, por exemplo, em que devemos estar sempre nos cuidando para não entrar dentro de uma repartição burocrática! Toda arquitetura pública destinada à Arte deveria esconder o melhor possível tudo aquilo que revela o que a Arte está a todo o momento tentando dizer: é possível libertar-se!
Adoro esse canal no youtube! É um espaço bastante interessante para quem está a fim de conhecer uma galera contemporânea que está na ativa por aí...Já descobri cantores e grupos fantásticos que não conhecia e agora fazem parte de minha lista de preferidos. Embora seja possível encontrar uma certa similaridade de estilos entre eles, parece-me até agora que há uma miscelânea relativamente eclética!
Não adianta! Há momentos em que não há absolutamente nada em que se segurar! A única coisa que nos cabe é soltar-se e seguir o fluxo... É o que penso, mas como o que penso é apenas um frescor mental que dura apenas uma manhã, nada que falo, nada que escrevo, é fiável. Os únicos fios que valem, no início, no meio e no fim, são os das Moiras.
Fim.
Suponho que nossa ignorância - a dos Seres Humanos - é fruto de uma intenção complexa e sistêmica. Do mesmo modo, suponho que a loucura (e a sinonímicantonímica genialidade) é uma espécie de furo nessa "bolha de cegueira".
Afinal, vivemos num Mar de Complexidades. Todas as coisas possuem plurissignificações. Tudo possui múltiplas dimensões. Todos os pontos-de-vista possuem a sua perspectiva verdadeira. Todos os presentes são plenos de futuros e passados. A vida é uma dança dialética repleta de um sentido caótico (im)perfeitamente (des)organizado.
Uma das grandes vantagens da publicação em blog (e em todos os veículos similares) é o fato de você ter a liberdade de apagar quando bem entender aquilo que você já postou. O que não seria possível com publicações em livros e revistas, por exemplo. E isso é um alívio, pois volta e meia confiro algumas postagens antigas e envergonho-me das bobagens que disse com muitíssima propriedade! O que, a propósito, talvez aconteça em breve com esta publicação aqui!














