Joseph
Campbell, em "O Poder do Mito", afirmava que o papel do
artista na contemporaneidade é justamente o de substituir o xamã
das tribos primitivas. Ou seja, ele deve exercer muito mais do que
um papel meramente estético, ele precisa estar a serviço do
coletivo, já que é a Fonte Universal a sua matéria-prima. O
Artista-xamã é apenas um canal. Nada que cria ou faz a ele
pertence no sentido estrito do termo.
Nesta
perspectiva, a Arteterapia precisa servir para buscar justamente
esta abertura de canal em cada ser humano, não o tornando
necessariamente um xamã, é claro, mas apontando mais do que um
caminho para a resolução de um problema específico, um nova
perspectiva mais profunda e conectada com a sua própria natureza.