Lembro quando ainda era adolescente e fazia parte do coral da Escola de Belas Artes Heitor de Lemos, em Rio Grande, e meu regente mencionou uma cantora peruana chamada Yma Sumac, cuja extensão da voz beirava o sobrenatural. Na época, como o acesso às informações não era tão fácil como é hoje, não pude conhecê-la muito bem. Há alguns meses, baixei algumas músicas interpretadas por ela e pude comprovar a sua potência vocal. Entretanto, o que me deixa deslumbrado é, mais do que a beleza da voz, este mistério que gira em torno da potencialidade humana que acaba sempre ultrapassando os seus próprios limites.




Yma Sumac

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